Não há como vir a este lugar e não lembrar de toda nossa história, eu consigo reviver tudo dentro de mim...

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quarta-feira, março 02, 2011

Sossega coração, sossega...


Tenho um coração engraçado. 
Aprendi na quarta série que ele é do tamanho da minha mão quando fechada, 
mas eu sinto como se ele fosse bem maior, sinto como se ele fosse infinito. 
Mas, sabe, tem horas que ele me parece tão pequeno, 
tão pequeno, que chega a doer. 
Então sorrio, porque é engraçado. 
É engraçado como um pedaço de músculo pode fazer a gente sentir 
vontade de cantar uma música bem alto, 
ou de dançar como se ninguém tivesse nos vendo, 
ou de abraçar alguém até ela dizer que está sem ar, e dizer que a ama, 
e ama, e ama, e mostrar que a ama, e vibrar, vibrar, vibrar, 
até você precisar dizer: sossega coração. 
Sossega que eu já não tenho mais espaço dentro de mim pra você
Gosto especialmente do meu coração.
 Mas não gosto de ciências, porque uma vez ela me disse que não é
 o meu coração que faz eu sentir isso tudo, é o meu cérebro. 
Que droga essa ciências.. 
Acho que ela nunca amou, só pode. Pra ser tão mesquinha assim.. 
Mas nem ligo, sigo dizendo: sossega coração, 
sossega que tu já não cabes mais em mim.
 E é então que ele é mais engraçado, porque me responde, 
como se eu precisasse dele pra viver: ti vira, menina. 
Encontra logo outra pessoa pra me dividir,
 porque eu não vou parar de sentir, ah, mas não vou mesmo.
Engraçado esse meu coração.

V. Rodrigues
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