Não há como vir a este lugar e não lembrar de toda nossa história, eu consigo reviver tudo dentro de mim...

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quinta-feira, março 10, 2011

Você me chamou e meu sorriso respondeu...

Sempre começávamos com um olhar.
Não me entregava à primeira vista, fingia não te ver, com o intuito de ouvir
meu nome soado por sua voz.
Porque eu sabia que você falaria. Sempre falaria.
Então, naquela tardezinha do sábado, poucas pessoas, avenida e o céu com seu tom alaranjado, 
você me chamou e meu sorriso respondeu.
Eram sempre saudações e pequenos silêncios (in)decididos. Desconhecia o sentimento,
não sabia defini-lo e possuía o medo de limitá-lo com tal teoria do saber.
Acho que não tinha nome ou era apenas aquele avesso inexplicável.
A hipótese do amor não funcionava comigo, sentia-me firme como um ponto
na sua frase e segura como uma vírgula adequada.
Nosso silêncio queria ser quebrado, mas como não somos perfeitos, guardávamos conosco.
Ardia. Sofria. Reagia com um adeus.
E quando as saudações se esgotavam – elas são tão breves – apresentávamos
um aperto de mão. Início da nossa despedida. Aquele aperto de mão queria ser transformado num abraço e depois numa ponte inabalável para um beijo.
- Eu te quero tanto...
- Eu sei... – palavras soltas, pensamentos altos.
Nossas bocas permaneciam no silêncio, mas nossas mentes gritavam para serem ouvidas
e isso era demonstrado pelo olhar. Somente com um olhar.   
(Ariane Carla)

E quando os olhos se encontram, o amor pulsa forte, coração dispara,
é o momento certo de se entregar, de voar, de amar...

- Patrícia Oliveira

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