Não há como vir a este lugar e não lembrar de toda nossa história, eu consigo reviver tudo dentro de mim...

Me encontre aqui também: Pieces Of Me'
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quarta-feira, outubro 13, 2010

(A)MAR ♥

... Tenho aprendido coisas novas sobre mim,coisas sobre quem sou, e quem eu possa ter me tornado. Sinto medo, descobri que na verdade, não há nada que eu possa ser, Isto é assustador!
Mas, sabe... cansei de ser espera, se ser partida sem destino, de ser vento sem uma rosa para dar sentido. Quando saber o que se quer é incerteza, a certeza sobre o que não se quer ja vale.
Na verdade eu acredito que não há mal no mundo, que o amor não de jeito.
Embora eu ainda não tenha encontrado bem no mundo, que cure um coração partido, a não ser o próprio amor. Mas, eu de tanto adormecer sob lágrimas, amanheço cada dia mais mar, se ao menos você partisse, e se levasse inteiro, mas ficou tanto de você aqui, fazendo morada no meu lado de dentro.
O meu orgulho acaba, exatamente, onde você começa em mim.
E, então eu te peço, coloque sim, palavras na minha boca,
as vezes elas me escapam, só seus beijos as trazem de volta. E também a mim.
Mar eu ja sou, quero ser o seu oceano enfim...


Do blog
Segredos de Travesseiro, que é uma lindeza.
Um beijo Meu :)


domingo, setembro 12, 2010

Noção de mim ...

Eu sinto um medo de ser bruma, de ser pluma, de ser leve e ser levada. Eu tenho medo, mas não aquele medo que domina, que impede, que seqüestra; é o medo pelo seu melhor lado, do seu melhor jeito. Um medo que traz implícito as borboletas para dentro do estômago, junto com a quase certeza de que voar é bom. Sim, eu quero ser levada. Eu quero descobrir o jeito certo de existir, e o modo exato para ouvir os pensamentos que ainda têm um bocado de você. Tentei equilibrar as lágrimas, mas elas pesaram e caíram até virar palavra. Cansei de mal-me-quer, de levar o caos no peito e de sentir falta de tudo o que eu não vi, vivi ou conheci. Tenho saudade de tudo o que eu teria visto, vivido e conhecido se eu não estivesse aqui, esperando por você, por um momento, por uma vida, por enquanto. Eu queria me engolir para ver se me caibo, se me encaixo, se me paro aqui dentro, dentro de mim. E eu, que nunca me fui tanto, não me sou agora e talvez volte a ser; não por muito tempo, mas talvez pra sempre. Eu não sou mais a mesma, assim como ninguém o é depois de ter amado. Mas, eu não quero precisar de alguém para me lembrar sobre quem sou. Quero ter a minha própria noção de mim.

 Gabriela Castro